terça-feira, 4 de outubro de 2011

Lady Gaga presta homenagem a jovem gay que se matou

Lady Gaga presta homenagem a jovem gay que se matou; veja vídeo 

Durante uma apresentação em Las Vegas, no último final de semana, a cantora Lady Gaga prestou homenagem a Jamey Rodemeyer, que cometeu suicídio no dia 17 deste mês por não aguentar mais ser motivo de piada por conta de sua orientação sexual.

Na introdução da música "Hair", Gaga pede atenção do público e diz que um "pequeno monstro [maneira como ela se refere aos seus fãs] se foi na semana passada". Imagens de Jamey surgem no telão junto de frases que ele mesmo dizia em seus vídeos postados no YouTube: "adeus mãe monstro, obrigado por tudo que você fez".

No decorrer da canção, Lady Gaga interrompe mais uma vez para dizer que o "bullying é a prática dos perdedores". Rodemeyer vivia alertando em seus vídeos que era vítima constante de bullying homofóbico em seu colégio. O garoto dizia ainda que não sabia mais o que fazer para chamar à atenção essa prática que tanto o fazia sofrer

CONFIRA O VÍDEO

Ellen Jabour grava versão gay do programa de encontros "Luv MTV"

Ellen Jabour grava versão gay do programa de encontros "Luv MTV" 

 Elle Jabour gravou primeira versão gay do seu programa "Luv MTV", em São Paulo.

O programa de encontros é uma releitura do saudoso "Fica Comigo", de Fernanda Lima, e do "Beija Sapo" com Daniela Cicarelli. A edição gay reunirá só meninos e promete muito beijo na boca.

O "Luv MTV" estreiou no último dia 14 de setembro. O programa seleciona seus candidatos a partir de uma rede social de paquera que reúne aplicativo para smartphones, Facebook e um site no Portal MTV.

A ideia é que a paquera tenha início no mundo virtual e vire real no palco do programa. O "Alvo", como é chamado o conquistador da vez, tem que escolher entre quatro pretendentes sem ver a cara dos fofos. Para ajudar na escolha, os participantes passam por algumas provinhas. O "Alvo" pode, por exemplo, "Dar um Google", para saber o que as redes sociais dizem dos pretendentes.

Entre as provas mais apimentadas estão a "No Escuro", onde o Alvo pode dar uma pegadinha nos moços e a "Kama-Sutra", onde Alvo e o pretendente reproduzem uma posição do livro.

A atração só de meninos está prevista para ir ao no dia 12 de outubro.

ARTIGO -Disparatada: "Ai, como eu tô bandida!"

Disparatada: "Ai, como eu tô bandida!" 


Um e-mail em meio a uma tarde de domingo me fez pensar em o que tem me feito rir em algumas noites de sábado. Na verdade, já havia desconfiado do meu riso, mas confesso que depois da referida mensagem eletrônica fiquei mais pensativo. No e-mail lia-se o depoimento de uma mulher dizendo que estavam incentivando, via um programa humorístico, o abuso sexual contra mulheres trabalhadoras, usuárias dos metrôs e trens das grandes cidades.

A referencia era, se me permitem, às nossas queridas e adoráveis Janete e Valéria do "Zorra Total", especialmente quando uma destas diz estar sendo "bulinada" por um homem e, a outra, antes de defendê-la, tenta convencê-la de que é melhor ela aproveitar, porque "não está podendo escolher". Vale lembrar, sem a pretensão de defender a emissora de TV, de que no e-mail não é citado que o quadro termina comumente com a amiga protegendo a suposta vítima.

A primeira vez que me deparei com essas duas personagens me surpreendi com o que tem sido inegável, a excelente interpretação dos atores Thalita Carauta e Rodrigo Sant'Anna. Depois, ainda sem parar de ri, fiquei pensando em alguns aspectos que me parecem inovadores na imagem risível do efeminado e/ou montada deste quadro se comparado com outros já transmitidos na TV brasileira.

Primeiro, não há uma relação de inimizade entre uma personagem mulher e uma personagem "vestida de mulher". A despeito das tensões nas relações das duas, há uma cumplicidade acolhedora entre elas, inclusive envolvendo gestos afetuosos, em meio a falas debochadas e impacientes da Valéria ("a bunita!"). O fato de não haver competição e rivalidade entre a mulher e, aos olhos de muitos expectadores, "um homem que se diz mulher", as personagens deixam de lado uma linhagem de outros personagens onde isso era impensável. A forma como elas se relacionam não dá margem a interpretações que ainda são presentes no sendo comum: a de que, no fundo, os homens efeminados não heterossexuais sempre sentem inveja das mulheres.

Também não existe controle ou cerceamento violento (se preferirem, homofóbio) contra o personagem homo-orientado, seja pelos demais personagens ou figurantes do quadro, seja por um apresentador amado pelo público. Nem mesmo um policial, um professor, um médico ou qualquer outro representante do Estado (servidor público) aparece na cena para recriminar qualquer performance daquela, segundo ela mesma, "que virou mulher". E isso não acho que seja pouca coisa. Porque, cotidianamente, não é isso o que ocorre. No mundo real, qualquer pessoa menos discreta do ponto de vista da sexualidade e do gênero sabe do que eu estou falando.

Mas, o que mais me agrada, é que não está em jogo na cena uma sedução via corpos tidos pela maioria como sendo gostosos, jovens, bonitos e desejados. Ainda que se faça alusão a homens bonitos, os que estão disponíveis no vagão são sempre homens "não galãs", que na mensagem final não tem sido desvalorizados por terem os corpos que não é aquele que querem nos convencer a idealizar. Há sedução fora do que tem sido padronizado como objeto de desejo, prova disso também são os corpos das duas personagens que, sem considerar as falas da Valéria para com a Janete, jamais são rechaçados em cena.

Então, isso minimiza a possível interpretação de que o quadro pode naturalizar ou banalizar a violência contra a mulher? Não, evidentemente. Mas, o que mais me interessa pensar aqui é o quanto muitas das situações cotidianas e/ou midiáticas não podem ser vistas como sendo ou somente boas ou somente más, exclusivamente reprodutoras ou exclusivamente transformadoras da nossa realidade, 100% ameaçadoras a construção de um mundo menos violento contra a mulher (e os efeminados) ou 100% fortalecedora de realidades de maior liberdade e igualdade.

A performance de gênero e as expressões de uma sexualidade tidas por muitos como subalternas poderiam ficar alocadas (isoladas) no sábado à noite. Mas, tem invadido nossas manhãs em entrevista dada pelos atores ao "Mais você" e chegou até a cunhar o jargão "Ai, como eu tô bandida..." na campanha super familiar "Criança Esperança". O humor pasteurizou o escândalo presente em uma personagem que já foi homem e se diz mulher? Ou esse sucesso todo é sinal de que há possibilidade de identificações, inclusive de crianças, com a imagem de feminilidades não hegemônicas? Será possível uma identificação de um público, muitas vezes conservador, com experiências de humanidades rechaçadas também fora da "telinha"? Poderíamos, sem ingenuidade, usar do sucesso de Janete e Valéria para criar novos referencias, via o riso, de reconhecimento de experiências vergonhosas fora da lógica da discrição e do politicamente correto?

Há quem diga que, diante de algo bem humorado, ou se ri despretensiosamente ou se faz críticas e análises racionais. Para uma amiga, não podemos ser sempre críticos, senão "perde a graça" e "nos tornamos muito chatos". Eu, particularmente, não acho simples fazer tal separação, por achar perigoso rir de tudo que possa parecer engraçado a primeira vista. No entanto, também acho difícil estar sempre ligado ao que, via o nosso riso, acabamos reproduzindo de conservador e violento (que pode recair em um instante sobre nós mesmos). Sem fazer apologia ao que muitos têm visto com desprezo, tenho tentado exercitar algo que acho necessário: refletir e criticar, sem deixar de me divertir.

*Tiago Duque é sociólogo e tem experiência como educador em diferentes áreas, desde a formação de professores à educação social de rua. Milita no Identidade - Grupo de Luta Pela Diversidade Sexual. Gosta de pensar e agir com quem quer fazer algo de novo, em busca de um outro mundo possível.

Perfil no Twitter pede a morte do deputado federal Jean Wyllys

Perfil no Twitter pede a morte do deputado federal Jean WyllysA Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis (ABGLT) encaminhou denuncia sobre um perfil no Twitter que pede a morte do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). O perfil em questão recebe o nome de @MatemJeanWyllys e os comentários da página vão desde homofobia deslavada a machismo e racismo.

Em um dos tweets é comparado o "homossexualismo" (sic) com a pedofilia. "Homossexualismo é uma doença mental, assim como o incesto, ou a pedofilia. Se o homossexualismo é normal, pedofilia também é", diz o tópico.

Em outro momento, o perfil faz ameaças aos homossexuais de São Paulo e afirma que a cidade é "perigosa" para eles. Em seguida, afirma que para eliminar a Aids será preciso eliminar os homossexuais da face terra, "já que a Aids é uma doença homossexual".

A reportagem de A Capa tentou entrar em contato com o deputado federal Jean Wyllys para comentar o caso, mas não teve resposta até o fechamento desta reportagem.

Polícia Federal responde a ofício da ABGLT sobre blog homofóbico
O Grupo de Combate aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil (GECOP) respondeu ao ofício da ABGLT que pedia ações contra o blog de Silvio Koerich, que prega o estupro corretivo "para salvar mulheres lésbicas" e o "sepultamento de gays vivos".

A GECOP explicou que mesmo discordando do conteúdo do blog em questão não pode avançar na investigação por conta da hospedagem  estar em domínio estrangeiro. Esse tipo de conteúdo, segundo a GECOP, não é considerado crime nos Estados Unidos. Por conta disso, a Polícia Federal do Brasil não poderia pedir os dados cadastrais para rastrear o dono do espaço.

Manifestantes protestam em defesa do casamento gay no Chile

Manifestantes protestam em defesa do casamento gay no Chile


Aconteceu no último sábado (01), no Chile, uma manifestação exigindo a legalidade do casamento gay. Milhares de pessoas se reuniram nas ruas do centro de Santiago protestando contra a discriminação sexual que a comunidade LGBT sofre.

"Quero meus filhos crescendo em um país em que não haja cidadãos de primeira ou de segunda categoria. Que as pessoas possam se casar independentemente de sua orientação sexual, esse seria um país mais livre e democrático", disse Andrés Velasco, ex-ministro do governo de Michelle Bachelet, à agencia AFP.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, apesar de ter enviado em agosto um projeto de lei que autoriza a união civil entre pessoas do mesmo sexo ao Congresso, não tem se mostrado muito ativo à aprovação do PL, que sofre bastante resistência por parte dos líderes conservadores que apóiam a presidência.

Casal gay agredido se soma a uma série de ataques homofóbicos na cidade de São Paulo

Casal gay agredido se soma a uma série de ataques homofóbicos na cidade de São Paulo

Na madrugada da última sexta-feira (30) mais uma agressão homofóbica aconteceu na cidade de São Paulo, somando-se a outras agressões motivadas pela intolerância em localidades do Brasil. O que choca é que entre os casos há pelo menos dois casos de heterossexuais que foram agredidos por serem confundidos com homossexuais. Não precisa ser gay para apanhar, levantar suspeita também tem sido o suficiente para aumentar a porcentagem de pessoas agredidas, quando não assassinadas.

O mais recente
Marcos Villa, 32, e seu namorado estavam no bar Sonique com duas amigas, quando dois rapazes começaram a mexer com as garotas. Incomodados, o casal resolveu deixar o local. Já na rua, foram até um posto de conveniência, quando os mesmos rapazes apareceram e continuaram a provocar o os dois e as garotas.

O namorado de Villa tentou reverter a situação conversando com os rapazes, mas não adiantou. O casal acabou sendo fortemente agredidos. Em entrevista ao UOL, uma das vítimas relatou que pensou que fosse morrer. O rapaz desmaiou durante a agressão e teve a perna quebrada.

O episódio aconteceu na região da Avenida Paulista, próximo ao restaurante Mestiço. O namorado de Marcos também relatou que durante a agressão os dois rapazes diziam que "viado passa doença" e "que essa raça tem que morrer". O casal registrou o caso e a Policia Civil vai utilizar imagens de câmeras de imóveis próximos ao local onde aconteceu a agressão para identificar os agressores.

São Paulo, uma cidade homofóbica?
A agressão homofóbica ocorrida neste último final de semana chama à atenção pelo fato do local onde aconteceu. A região dos Jardins, que envolve as ruas Frei Caneca, Augusta, mais a Avenida Paulista, ou seja, locais considerados gay friendly e de forte vivencia gay, tem sido palco dos principais e mais recentes ataques que se tem notícia.

O número de pessoas agredidas por motivos de intolerância avançou tanto que é possível traçar uma cronologia com a série de ataques que o citado trecho na reportagem foi palco. Em novembro de 2010, três jovens foram agredidos com lâmpadas fluorescentes por quatro adolescentes com idade entre 17 e 19 anos. O menor de idade está internado na Casa Fundação. Já o maior de idade, Jonathan Lauton Domingues,19, teve prisão preventiva decretada, mas está foragido.

Ainda em novembro, duas garotas foram agredidas por um grupo com mais de cinco pessoas por trocarem um beijo na rua Augusta. Uma das garotas foi derrubada no chão e levou chutes na cabeça. Neste caso, os agressores não foram identificados. No começo deste ano seria a vez do estudante Guilherme Rodrigues, 23, ser vitima de agressão. Em contexto muito parecido com o de Marcos e de seu namorado, Rodrigues foi provocado por um grupo de rapazes que passava pela rua Augusta e respondeu às provocações, quando foi espancado pelos jovens.

A Polícia Militar deu flagrante no caso e todos foram parar na delegacia. Porém, o delegado de plantão se recusou a fazer Boletim de Ocorrência (B.O) com agressão motivada por homofobia, registrou apenas como agressão comum. Além de tudo, os agressores provocaram Guilherme na frente de policiais que nada fizeram. Para piorar, liberaram os agressores e a vítima juntos. O estudante pediu escolta, lhe foi negada.

Como não se bastasse, em agosto deste ano dois amigos foram agredidos na Avenida Paulista por parecerem um casal gay. Trata-se de Bruno Chiaroni Thomé, 33, e Rafael Ramos, 30, ambos arquitetos. Os amigos caminhavam em direção à Av. Paulista, quando Thomé levou uma pedrada na cabeça. Ao questionarem o motivo da agressão, os dois amigos foram cercados por seis rapazes que começaram a agredi-los e a xingá-los de "viadinhos".

O veto ao Kit Escola Sem Homofobia e o avanço dos fascistas
Muita gente aponta o veto do governo federal ao "Kit Escola Sem Homofobia" como o inicio de uma onda fundamentalista e homofóbica. Por conta de um lobby da bancada fundamentalista, que à época ameaçou o governo Dilma com uma convocação do ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, o Kit e o ministro caíram. Os fundamentalistas e seu discurso de ódio venceram.

Com isso, grupos obscurantistas e fascistas se encorajaram e foram às ruas. Em abril deste ano, grupos fascistas realizaram uma marcha no vão do MASP, localizado na Avenida Paulista, em apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). Defenderam a "família" e protestaram contra uma "onda de privilégios às minorias sexuais".

Antes dos fascistas, a Ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, esteve na cidade de São Paulo para lançar a campanha "Faça do Brasil Um Território Livre da Homofobia" e participar da Marcha Contra a Homofobia. Porém, ações de combate a homofobia ainda não são prioridades do governo Federal e tudo fica no âmbito das idéias e intenções.

Quando localizamos a questão do combate a homofobia na cidade de São Paulo a perspectiva também não é animadora. Desde 2008 que há um Plano Municipal de Combate a Homofobia, que até hoje não foi aplicado. Enquanto o saldo de agressões homofóbicas só faz crescer.

Todas as agressões aqui relatadas possuem um mesmo caráter: os agressores não são skinheads, são da classe média e transitam por espaços gays. O "Kit Escola Sem Homofobia" atuaria na formação destes jovens, mas segue vetado. Os fundamentalistas seguem com apoio e espaço nos governos da cidade de São Paulo, do Estado paulista e também em Brasília. O veto referendou o discurso dessa ala e segue influenciando jovens.

No ano que vem teremos eleições para prefeitos e vereadores. Há dois caminhos: podemos mais uma vez assistir os conservadores e fundamentalistas darem o tom da campanha, assim como fizeram na eleição presidencial, e a questão gay ficar invisível, ou, o contrário disso, um debate progressista, que parece pouco provável. Ainda mais com a perspectiva de termos o ministro da educação, Fernando Haddad (PT-SP), como um dos candidatos à prefeitura da cidade de São Paulo. A pergunta que fica é: cadê o plano de combate a homofobia nas escolas do Brasil? O ministro ainda deve uma resposta.

Estudos sobre comportamento de consumo podem impulsionar o Mercado Gay

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Presidente da Parada Gay de São Paulo deve renunciar a mandato

Presidente da Parada Gay de São Paulo deve renunciar a mandato


O presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT), Ideraldo Beltrame, deve renunciar nos próximos dias ao seu mandato de quatro anos. A Associação só vai se pronunciar na segunda-feira (03).


Segundo a assessoria de imprensa da APOGLBT, o processo de renúncia ainda não foi formalizado e Ideraldo Beltrame ainda é o presidente da Parada Gay de São Paulo. Isso tudo se deve a uma série de obrigações do Estatuto da entidade que devem ser cumpridas antes do pedido de renúncia.

Cumprindo todas as normas, Beltrame deverá justificar em carta o motivo pelo qual deixará a Associação. Os motivos que levaram o até então presidente a tomar essa decisão ainda são desconhecidos. A assessoria da Associação afirmou que, por enquanto, Beltrame não irá se pronunciar.

Eleição tumultuada
Ideraldo Beltrame assumiu a presidência da Associação da Parada do Orgulho LGBT em outubro de 2010. A votação foi polêmica, com presença até da Polícia Militar para acalmar os ânimos dos participantes. Quando eleito, Beltrame tinha como meta fazer a APOLGBT ser autosustentável, tendo também uma sede própria

Festival "Close" de Cinema da Diversidade Sexual abre inscrições

Festival "Close" de Cinema da Diversidade Sexual abre inscrições


 A segunda edição do "CLOSE" – Festival Nacional de Cinema da Diversidade Sexual está com inscrições para produções audiovisuais que tratem sobre as diferenças e singularidades ligadas à sexualidade.

O objetivo do evento é valorizar as produções cinematográficas e promover reflexões em relação ao seu tema principal: a diversidade de expressões da sexualidade humana.

Os filmes selecionados serão exibidos no CLOSE entre os dias 29 de novembro a 4 de dezembro de 2011, em Porto Alegre. As produções concorrem em dez categorias na Mostra Competitiva e também podem participar da Mostra Paralela, não competitiva, caso sejam selecionadas pela curadoria.

Além disso, o Festival contará com a Mostra Informativa, onde será apresentado uma seleção de filmes convidados – em curta, média ou longa-metragem – de conteúdo artístico, histórico ou social, nacionais e estrangeiros.

O Festival é uma co-realização do SOMOS – Comunicação, Saúde e Sexualidade com a Avante Filmes. Para saber mais informações clique aqui.

ARTIGO

Uma pesquisa realizada na Inglaterra revelou que os casais gays se separam menos. Segundo as estatísticas 5,5% dos casais ingleses héteros pediram separação e o indicio entre homossexuais ficou em 2,5%. Um sucesso!
Essa poderia ser apenas mais uma estatística, mas ela o reflexo social de como os casamentos gays são realmente mais sólidos, isso porque gay casa quando está com vontade, apaixonado, construindo uma vida em conjunto e é preciso de legislação para assegurar os direitos no futuro e também uma conquista pessoal para muitos.
Como casais gays não podem ter filhos biológicos, não tem família pressionando a um casal formalizar uma união e uma casa se teve filhos enquanto solteiros, não têm mães projetando e pressionando suas filhas a entrar na igreja e realizar um sonho que é dela.
Essa postura de pressionar os filhos a casar é um pensamento retrogrado, de pessoas que estão buscando sansão social e não a felicidade plena, ao contrário dos gays, que lutam na justiça pelo direito de casar, uma condição contraditória que reflete no baixo índice de separação, afinal casou porque realmente estava com vontade.
Mas casais héteros também podem se casar por livre desejo de ambos - e muitos realmente se casam assim -, porém com o passar dos anos as pessoas querem novidades em suas vidas, principalmente sexuais, e são pouquíssimos casais tradicionais que topariam encarar uma troca de casais, para dar uma apimentada, uma oxigenada na relação, já para casais gays um sexo a três, namoro a três, abrir a reção ou seja o que for acaba sendo mais fácil comum e até usual.
Conheço casais gays de relacionamentos recentes e também casais que estão juntos há décadas e a impressão que tenho é que casais gays com mais de cinco anos tem uma grande tendência a abrir a relação para trazer esse refresco no sexo, já que a companhia, o carinho e companheirismo continuam existindo firme e forte.
E em termos de novos formatos de relações já vi vários. Tem aqueles que trazem um terceiro para o sexo, tem uns que preferem que o parceiro tenha seus casinhos fora e sem noticias, outros querem saber informações do peguete. Mas o mais moderno de todos são aqueles que namoram a três, um relacionamento mesmo, sério e estável, entre três pessoas. É o mais hype!
Eu sei que muitas pessoas discordam deste meu pensamento, inclusive casais de amigos próximos, mas baseado em tudo que já vi por aí, continuo a acreditar neste caminho, de que é melhor dar uma oxigenada do que deixar a relação cair na rotina. Claro, posso me surpreender e mudar minha visão e opinião sobre isso, mas só o tempo dirá, por enquanto continuo acreditando que um lanchinho é sempre bom!

Dúvida no Sexo

Psicólogo Pedrosa Responde: Namoro um cara vesátil e não consigo ser passivo, o que faço?
Estou namorando um cara que é versátil e eu sempre fui ativo. Acontece que ele quer ser ativo comigo e eu não consigo ser passivo. O senhor tem alguma dica  pra mim?

O comportamento sexual relacionado às posições sexuais está associado a contingência de reforço. Vou explicar de uma forma coloquial para melhor entendimento. Provavelmente, nas suas primeiras relações sexuais, você foi ativo e condicionou o seu organismo a ter prazer sexual fazendo a penetração anal. Você sensibilizou o seu pênis com a penetração anal.

Para ser passivo o que você tem que fazer é sensibilizar o seu ânus a receber o pênis do seu parceiro sentindo prazer, também, nessa posição. De pronto, você não conseguirá ser ativo. Mas com o tempo, repetindo as manobras abaixo, você irá ter sucesso. Siga as seguintes dicas:

1. Pare de se masturbar sozinho;
2. Durante as próximas 20 relações sexuais seja sempre passivo;
3. Solicite ao seu parceiro que faça uma massagem anal em você com os dedos, camisinha e gel lubrificante. Respire fundo e procure relaxar;
4. Compre um consolo médio e peça para ele usar em você com camisinha e gel;
5. Enquanto ele faz a massagem/penetração com o consolo se masturbe;
6. Depois de cinco relações usando os dedos e o consolo no seu ânus, comece a usar o pênis do seu parceiro com camisinha e bastante gel;
7. As próximas 15 relações sexuais seja sempre passivo usando o pênis do seu parceiro.

Depois destas exposições sexuais você poderá conseguir ser passivo curtindo bastante. O ânus tem terminais nervosas que bem estimuladas lhe darão muito prazer, pois é um região de muita sensibilidade. Com o tempo vá intercalando o sexo ativo e passivo. Boa sorte.

* João Batista Pedrosa é psicólogo (CRP 06/31768-3) e autor do livro "Segundo Desejo" (Iglu). Envie suas dúvidas e perguntas para pedrosa@syntony.com.br. Acesse também seu site.

Primeiro provedor de emayl gay do Brasil

Gaymail é o primeiro site provedor gratuito de e-mails do Brasil voltado para o público gay

O mercado GLS brasileiro avança para mais um segmento: de e-mails gratuitos. E o pioneiro na área foi o provedor de e-mail gaymail.com.br, lançado em caráter experimental no último dia 17 de setembro. Atualmente, o site já opera normalmente. De propriedade da empresa Tsunami Brasil, o site surgiu com o intuito de prover a comunidade gay de todas as opções possíveis de serviço, incluindo provedor de e-mail gratuito. "O público GLS merece uma atenção especial pelo volume de dinheiro que movimenta e, mais ainda, por ter sido discriminada por tanto tempo. Agora, quer seu espaço. Nada poderia agregar mais, na internet, do que um e-mail que os identifique de imediato, que assuma sua identidade gay", comenta Sérgio Vasques, representante do site. O site que é destinado ao público GLS oferece as mesmas opções de grandes provedores, como antivírus, lista de endereço, 100 mega de espaço e filtro para bloquear mensagens indesejáveis. Com apenas um mês de funcionamento, o site já começa a mostrar bons números quanto a cadastros. "Podemos assegurar é que o volume de visitas e cadastramentos tem ocorrido numa progressão fantástica. A cada dia nos surpreendemos quando vemos nossos relatórios", relatou Sérgio, que acredita que o site está fadado ao sucesso. Pra quem acredita que o nome pode dificultar o negócio, Sérgio é enfático e diz que não haverá esse problema. "Alguns terão escrúpulos ou vergonha em ter um e-mail com esse nome. Esses não se cadastrarão em nosso site. Paciência". A idéia do site é servir como meio diferenciado de comunicação entre amigos e parceiros, deixando os outros provedores para e-mail de negócio ou familiar. Mas e na hora de responder do trabalho ou mesmo de computadores compartilhados? Sérgio explica que nesses casos, o usuário terá "a possibilidade de entrar no GayMail através do endereço www.tsunamibrasil.com.br, não deixando, desta forma, rastro por onde navegou e não permitindo que as pessoas que passem por trás vejam que está acessando um site gay". E é nesse diferencial que a empresa se respalda para poder enfrentar os gigantes de e-mails como Gmail ou Hotmail, mesmo não havendo menor intenção de concorrer com eles. "Queremos, apenas, oferecer um serviço alternativo e personalizado. O que nos diferencia é, exatamente, o público específico e fiel", explica Sérgio. "O GayMail em nada difere de tantos outros sites de webmail. Seu diferencial está, mais uma vez, no nome, que entendemos ter uma boa sonoridade, e no fato de se dirigir a público específico, tornando-se mais um elemento agregador numa comunidade já bastante unida", finaliza Sérgio Vasques. E você já tem seu Gaymail?!

Produção do programa "Eliana" não sabia que participante era ator de filme pornô gay

Produção do programa "Eliana" não sabia que participante era ator de filme pornô gay

No último domingo (25), o programa "Eliana", do SBT, comandado por Luís Ricardo enquanto a apresentadora curte sua licença maternidade, exibiu o quadro "Segredos Revelados", em que três mulheres e um pretendente expõem fatos de suas vidas.

Desta vez, o protagonista foi Alexandro Rocha, de 31 anos, que se apresentou como personal trainer. Até aí, tudo normal, a não ser por Alexandre não revelar às moças durante a atração o seu maior segredo: ator de filme pornô gay.

Logo quando o quadro foi ao ar, o site do programa recebeu milhares de comentários de telespectadores que reconheceram Alexandre como Marcelo Cabral (foto abaixo), nome que o personal utilizava nos filmes voltados para o público homossexual.

Com o burburinho, a produção de "Eliana" afirmou que o rapaz não mencionou na ficha de inscrição que trabalhou em filmes pornográficos muito menos comentou sobre sua sexualidade.

Câmera de segurança revela imagem de um dos suspeitos de agredir casal gay em São Paulo

Câmera de segurança revela imagem de um dos suspeitos de agredir casal gay em São Paulo Foi divulgado ontem a noite, segunda-feira (04), pela Polícia Civil imagens de um dos agressores do casal gay que foi vítima de homofobia na ultima sexta-feira (30), na região da Avenida Paulista, em São Paulo. O vídeo foi captado na loja de conveniência onde começou o bate boca entre agressores e vítimas.

No vídeo também é possível ver o momento em que os quatro rapazes discutem. Na sequência, o casal gay deixa o posto e logo em seguida as imagens mostram os agressores correndo atrás de Marcos Villa, 32, e de seu companheiro. O caso está sendo investigado pela DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa).


As imagens ganharam ampla repercussão nos telejornais. José Luiz Datena, âncora do programa "Brasil Urgente", declarou que se trata de uma covardia e ressaltou que ataques contra homossexuais continuam por que a legislação brasileira é "arcaica". O vídeo também ganhou destaque no Jornal do SBT e no Bom Dia Brasil, da TV Globo.