terça-feira, 4 de outubro de 2011

Lady Gaga presta homenagem a jovem gay que se matou

Lady Gaga presta homenagem a jovem gay que se matou; veja vídeo 

Durante uma apresentação em Las Vegas, no último final de semana, a cantora Lady Gaga prestou homenagem a Jamey Rodemeyer, que cometeu suicídio no dia 17 deste mês por não aguentar mais ser motivo de piada por conta de sua orientação sexual.

Na introdução da música "Hair", Gaga pede atenção do público e diz que um "pequeno monstro [maneira como ela se refere aos seus fãs] se foi na semana passada". Imagens de Jamey surgem no telão junto de frases que ele mesmo dizia em seus vídeos postados no YouTube: "adeus mãe monstro, obrigado por tudo que você fez".

No decorrer da canção, Lady Gaga interrompe mais uma vez para dizer que o "bullying é a prática dos perdedores". Rodemeyer vivia alertando em seus vídeos que era vítima constante de bullying homofóbico em seu colégio. O garoto dizia ainda que não sabia mais o que fazer para chamar à atenção essa prática que tanto o fazia sofrer

CONFIRA O VÍDEO

Ellen Jabour grava versão gay do programa de encontros "Luv MTV"

Ellen Jabour grava versão gay do programa de encontros "Luv MTV" 

 Elle Jabour gravou primeira versão gay do seu programa "Luv MTV", em São Paulo.

O programa de encontros é uma releitura do saudoso "Fica Comigo", de Fernanda Lima, e do "Beija Sapo" com Daniela Cicarelli. A edição gay reunirá só meninos e promete muito beijo na boca.

O "Luv MTV" estreiou no último dia 14 de setembro. O programa seleciona seus candidatos a partir de uma rede social de paquera que reúne aplicativo para smartphones, Facebook e um site no Portal MTV.

A ideia é que a paquera tenha início no mundo virtual e vire real no palco do programa. O "Alvo", como é chamado o conquistador da vez, tem que escolher entre quatro pretendentes sem ver a cara dos fofos. Para ajudar na escolha, os participantes passam por algumas provinhas. O "Alvo" pode, por exemplo, "Dar um Google", para saber o que as redes sociais dizem dos pretendentes.

Entre as provas mais apimentadas estão a "No Escuro", onde o Alvo pode dar uma pegadinha nos moços e a "Kama-Sutra", onde Alvo e o pretendente reproduzem uma posição do livro.

A atração só de meninos está prevista para ir ao no dia 12 de outubro.

ARTIGO -Disparatada: "Ai, como eu tô bandida!"

Disparatada: "Ai, como eu tô bandida!" 


Um e-mail em meio a uma tarde de domingo me fez pensar em o que tem me feito rir em algumas noites de sábado. Na verdade, já havia desconfiado do meu riso, mas confesso que depois da referida mensagem eletrônica fiquei mais pensativo. No e-mail lia-se o depoimento de uma mulher dizendo que estavam incentivando, via um programa humorístico, o abuso sexual contra mulheres trabalhadoras, usuárias dos metrôs e trens das grandes cidades.

A referencia era, se me permitem, às nossas queridas e adoráveis Janete e Valéria do "Zorra Total", especialmente quando uma destas diz estar sendo "bulinada" por um homem e, a outra, antes de defendê-la, tenta convencê-la de que é melhor ela aproveitar, porque "não está podendo escolher". Vale lembrar, sem a pretensão de defender a emissora de TV, de que no e-mail não é citado que o quadro termina comumente com a amiga protegendo a suposta vítima.

A primeira vez que me deparei com essas duas personagens me surpreendi com o que tem sido inegável, a excelente interpretação dos atores Thalita Carauta e Rodrigo Sant'Anna. Depois, ainda sem parar de ri, fiquei pensando em alguns aspectos que me parecem inovadores na imagem risível do efeminado e/ou montada deste quadro se comparado com outros já transmitidos na TV brasileira.

Primeiro, não há uma relação de inimizade entre uma personagem mulher e uma personagem "vestida de mulher". A despeito das tensões nas relações das duas, há uma cumplicidade acolhedora entre elas, inclusive envolvendo gestos afetuosos, em meio a falas debochadas e impacientes da Valéria ("a bunita!"). O fato de não haver competição e rivalidade entre a mulher e, aos olhos de muitos expectadores, "um homem que se diz mulher", as personagens deixam de lado uma linhagem de outros personagens onde isso era impensável. A forma como elas se relacionam não dá margem a interpretações que ainda são presentes no sendo comum: a de que, no fundo, os homens efeminados não heterossexuais sempre sentem inveja das mulheres.

Também não existe controle ou cerceamento violento (se preferirem, homofóbio) contra o personagem homo-orientado, seja pelos demais personagens ou figurantes do quadro, seja por um apresentador amado pelo público. Nem mesmo um policial, um professor, um médico ou qualquer outro representante do Estado (servidor público) aparece na cena para recriminar qualquer performance daquela, segundo ela mesma, "que virou mulher". E isso não acho que seja pouca coisa. Porque, cotidianamente, não é isso o que ocorre. No mundo real, qualquer pessoa menos discreta do ponto de vista da sexualidade e do gênero sabe do que eu estou falando.

Mas, o que mais me agrada, é que não está em jogo na cena uma sedução via corpos tidos pela maioria como sendo gostosos, jovens, bonitos e desejados. Ainda que se faça alusão a homens bonitos, os que estão disponíveis no vagão são sempre homens "não galãs", que na mensagem final não tem sido desvalorizados por terem os corpos que não é aquele que querem nos convencer a idealizar. Há sedução fora do que tem sido padronizado como objeto de desejo, prova disso também são os corpos das duas personagens que, sem considerar as falas da Valéria para com a Janete, jamais são rechaçados em cena.

Então, isso minimiza a possível interpretação de que o quadro pode naturalizar ou banalizar a violência contra a mulher? Não, evidentemente. Mas, o que mais me interessa pensar aqui é o quanto muitas das situações cotidianas e/ou midiáticas não podem ser vistas como sendo ou somente boas ou somente más, exclusivamente reprodutoras ou exclusivamente transformadoras da nossa realidade, 100% ameaçadoras a construção de um mundo menos violento contra a mulher (e os efeminados) ou 100% fortalecedora de realidades de maior liberdade e igualdade.

A performance de gênero e as expressões de uma sexualidade tidas por muitos como subalternas poderiam ficar alocadas (isoladas) no sábado à noite. Mas, tem invadido nossas manhãs em entrevista dada pelos atores ao "Mais você" e chegou até a cunhar o jargão "Ai, como eu tô bandida..." na campanha super familiar "Criança Esperança". O humor pasteurizou o escândalo presente em uma personagem que já foi homem e se diz mulher? Ou esse sucesso todo é sinal de que há possibilidade de identificações, inclusive de crianças, com a imagem de feminilidades não hegemônicas? Será possível uma identificação de um público, muitas vezes conservador, com experiências de humanidades rechaçadas também fora da "telinha"? Poderíamos, sem ingenuidade, usar do sucesso de Janete e Valéria para criar novos referencias, via o riso, de reconhecimento de experiências vergonhosas fora da lógica da discrição e do politicamente correto?

Há quem diga que, diante de algo bem humorado, ou se ri despretensiosamente ou se faz críticas e análises racionais. Para uma amiga, não podemos ser sempre críticos, senão "perde a graça" e "nos tornamos muito chatos". Eu, particularmente, não acho simples fazer tal separação, por achar perigoso rir de tudo que possa parecer engraçado a primeira vista. No entanto, também acho difícil estar sempre ligado ao que, via o nosso riso, acabamos reproduzindo de conservador e violento (que pode recair em um instante sobre nós mesmos). Sem fazer apologia ao que muitos têm visto com desprezo, tenho tentado exercitar algo que acho necessário: refletir e criticar, sem deixar de me divertir.

*Tiago Duque é sociólogo e tem experiência como educador em diferentes áreas, desde a formação de professores à educação social de rua. Milita no Identidade - Grupo de Luta Pela Diversidade Sexual. Gosta de pensar e agir com quem quer fazer algo de novo, em busca de um outro mundo possível.

Perfil no Twitter pede a morte do deputado federal Jean Wyllys

Perfil no Twitter pede a morte do deputado federal Jean WyllysA Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis (ABGLT) encaminhou denuncia sobre um perfil no Twitter que pede a morte do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). O perfil em questão recebe o nome de @MatemJeanWyllys e os comentários da página vão desde homofobia deslavada a machismo e racismo.

Em um dos tweets é comparado o "homossexualismo" (sic) com a pedofilia. "Homossexualismo é uma doença mental, assim como o incesto, ou a pedofilia. Se o homossexualismo é normal, pedofilia também é", diz o tópico.

Em outro momento, o perfil faz ameaças aos homossexuais de São Paulo e afirma que a cidade é "perigosa" para eles. Em seguida, afirma que para eliminar a Aids será preciso eliminar os homossexuais da face terra, "já que a Aids é uma doença homossexual".

A reportagem de A Capa tentou entrar em contato com o deputado federal Jean Wyllys para comentar o caso, mas não teve resposta até o fechamento desta reportagem.

Polícia Federal responde a ofício da ABGLT sobre blog homofóbico
O Grupo de Combate aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil (GECOP) respondeu ao ofício da ABGLT que pedia ações contra o blog de Silvio Koerich, que prega o estupro corretivo "para salvar mulheres lésbicas" e o "sepultamento de gays vivos".

A GECOP explicou que mesmo discordando do conteúdo do blog em questão não pode avançar na investigação por conta da hospedagem  estar em domínio estrangeiro. Esse tipo de conteúdo, segundo a GECOP, não é considerado crime nos Estados Unidos. Por conta disso, a Polícia Federal do Brasil não poderia pedir os dados cadastrais para rastrear o dono do espaço.

Manifestantes protestam em defesa do casamento gay no Chile

Manifestantes protestam em defesa do casamento gay no Chile


Aconteceu no último sábado (01), no Chile, uma manifestação exigindo a legalidade do casamento gay. Milhares de pessoas se reuniram nas ruas do centro de Santiago protestando contra a discriminação sexual que a comunidade LGBT sofre.

"Quero meus filhos crescendo em um país em que não haja cidadãos de primeira ou de segunda categoria. Que as pessoas possam se casar independentemente de sua orientação sexual, esse seria um país mais livre e democrático", disse Andrés Velasco, ex-ministro do governo de Michelle Bachelet, à agencia AFP.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, apesar de ter enviado em agosto um projeto de lei que autoriza a união civil entre pessoas do mesmo sexo ao Congresso, não tem se mostrado muito ativo à aprovação do PL, que sofre bastante resistência por parte dos líderes conservadores que apóiam a presidência.

Casal gay agredido se soma a uma série de ataques homofóbicos na cidade de São Paulo

Casal gay agredido se soma a uma série de ataques homofóbicos na cidade de São Paulo

Na madrugada da última sexta-feira (30) mais uma agressão homofóbica aconteceu na cidade de São Paulo, somando-se a outras agressões motivadas pela intolerância em localidades do Brasil. O que choca é que entre os casos há pelo menos dois casos de heterossexuais que foram agredidos por serem confundidos com homossexuais. Não precisa ser gay para apanhar, levantar suspeita também tem sido o suficiente para aumentar a porcentagem de pessoas agredidas, quando não assassinadas.

O mais recente
Marcos Villa, 32, e seu namorado estavam no bar Sonique com duas amigas, quando dois rapazes começaram a mexer com as garotas. Incomodados, o casal resolveu deixar o local. Já na rua, foram até um posto de conveniência, quando os mesmos rapazes apareceram e continuaram a provocar o os dois e as garotas.

O namorado de Villa tentou reverter a situação conversando com os rapazes, mas não adiantou. O casal acabou sendo fortemente agredidos. Em entrevista ao UOL, uma das vítimas relatou que pensou que fosse morrer. O rapaz desmaiou durante a agressão e teve a perna quebrada.

O episódio aconteceu na região da Avenida Paulista, próximo ao restaurante Mestiço. O namorado de Marcos também relatou que durante a agressão os dois rapazes diziam que "viado passa doença" e "que essa raça tem que morrer". O casal registrou o caso e a Policia Civil vai utilizar imagens de câmeras de imóveis próximos ao local onde aconteceu a agressão para identificar os agressores.

São Paulo, uma cidade homofóbica?
A agressão homofóbica ocorrida neste último final de semana chama à atenção pelo fato do local onde aconteceu. A região dos Jardins, que envolve as ruas Frei Caneca, Augusta, mais a Avenida Paulista, ou seja, locais considerados gay friendly e de forte vivencia gay, tem sido palco dos principais e mais recentes ataques que se tem notícia.

O número de pessoas agredidas por motivos de intolerância avançou tanto que é possível traçar uma cronologia com a série de ataques que o citado trecho na reportagem foi palco. Em novembro de 2010, três jovens foram agredidos com lâmpadas fluorescentes por quatro adolescentes com idade entre 17 e 19 anos. O menor de idade está internado na Casa Fundação. Já o maior de idade, Jonathan Lauton Domingues,19, teve prisão preventiva decretada, mas está foragido.

Ainda em novembro, duas garotas foram agredidas por um grupo com mais de cinco pessoas por trocarem um beijo na rua Augusta. Uma das garotas foi derrubada no chão e levou chutes na cabeça. Neste caso, os agressores não foram identificados. No começo deste ano seria a vez do estudante Guilherme Rodrigues, 23, ser vitima de agressão. Em contexto muito parecido com o de Marcos e de seu namorado, Rodrigues foi provocado por um grupo de rapazes que passava pela rua Augusta e respondeu às provocações, quando foi espancado pelos jovens.

A Polícia Militar deu flagrante no caso e todos foram parar na delegacia. Porém, o delegado de plantão se recusou a fazer Boletim de Ocorrência (B.O) com agressão motivada por homofobia, registrou apenas como agressão comum. Além de tudo, os agressores provocaram Guilherme na frente de policiais que nada fizeram. Para piorar, liberaram os agressores e a vítima juntos. O estudante pediu escolta, lhe foi negada.

Como não se bastasse, em agosto deste ano dois amigos foram agredidos na Avenida Paulista por parecerem um casal gay. Trata-se de Bruno Chiaroni Thomé, 33, e Rafael Ramos, 30, ambos arquitetos. Os amigos caminhavam em direção à Av. Paulista, quando Thomé levou uma pedrada na cabeça. Ao questionarem o motivo da agressão, os dois amigos foram cercados por seis rapazes que começaram a agredi-los e a xingá-los de "viadinhos".

O veto ao Kit Escola Sem Homofobia e o avanço dos fascistas
Muita gente aponta o veto do governo federal ao "Kit Escola Sem Homofobia" como o inicio de uma onda fundamentalista e homofóbica. Por conta de um lobby da bancada fundamentalista, que à época ameaçou o governo Dilma com uma convocação do ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, o Kit e o ministro caíram. Os fundamentalistas e seu discurso de ódio venceram.

Com isso, grupos obscurantistas e fascistas se encorajaram e foram às ruas. Em abril deste ano, grupos fascistas realizaram uma marcha no vão do MASP, localizado na Avenida Paulista, em apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). Defenderam a "família" e protestaram contra uma "onda de privilégios às minorias sexuais".

Antes dos fascistas, a Ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, esteve na cidade de São Paulo para lançar a campanha "Faça do Brasil Um Território Livre da Homofobia" e participar da Marcha Contra a Homofobia. Porém, ações de combate a homofobia ainda não são prioridades do governo Federal e tudo fica no âmbito das idéias e intenções.

Quando localizamos a questão do combate a homofobia na cidade de São Paulo a perspectiva também não é animadora. Desde 2008 que há um Plano Municipal de Combate a Homofobia, que até hoje não foi aplicado. Enquanto o saldo de agressões homofóbicas só faz crescer.

Todas as agressões aqui relatadas possuem um mesmo caráter: os agressores não são skinheads, são da classe média e transitam por espaços gays. O "Kit Escola Sem Homofobia" atuaria na formação destes jovens, mas segue vetado. Os fundamentalistas seguem com apoio e espaço nos governos da cidade de São Paulo, do Estado paulista e também em Brasília. O veto referendou o discurso dessa ala e segue influenciando jovens.

No ano que vem teremos eleições para prefeitos e vereadores. Há dois caminhos: podemos mais uma vez assistir os conservadores e fundamentalistas darem o tom da campanha, assim como fizeram na eleição presidencial, e a questão gay ficar invisível, ou, o contrário disso, um debate progressista, que parece pouco provável. Ainda mais com a perspectiva de termos o ministro da educação, Fernando Haddad (PT-SP), como um dos candidatos à prefeitura da cidade de São Paulo. A pergunta que fica é: cadê o plano de combate a homofobia nas escolas do Brasil? O ministro ainda deve uma resposta.

Estudos sobre comportamento de consumo podem impulsionar o Mercado Gay

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